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 ORDENS DINÁSTICAS

da Casa Real de Sabóia

Ordem Suprema da Santíssima Anunciação (O.S.S.A.)

A Ordem Suprema da Santíssima Anunciação é uma ordem de cavalaria fundada, em 1362, por Amadeu VI Conde de Saboia, sendo a sua divisa F.E.R.T. (Fortitudo ejus Rhoduim tenuit), que, traduzindo do latim, quer dizer: a Fortaleza livrou a Rodes. Segundo nos informa o Conde D. Jerónimo de Gubernatis, no Compendio Genealógico da Real Casa de Saboya, de 1682, esta Ordem foi criada para recordar a preciosa ajuda militar de Amadeu V de Saboia à Ordem de S. João de Jerusalém, que salvou Rodes dum cerco maometano no século XIV.

 

É provavelmente a Ordem honorifica mais restrita e conceituada de todo a Europa, uma vez que tem apenas cerca de 20 colares para distinguir personalidades. Há um «pequeno colar» e um «grande colar» para uso dos cavaleiros. Mas apenas existe um grau nesta Ordem, que é o de Cavaleiro, que pode usar uma placa dourada com a imagem da Anunciação a Nossa Senhora. A cor da ordem é o encarnado. Os seus cavaleiros têm precedência sobre todos os outros de Itália, uma vez que gozam, segundo os Estatutos da Ordem, de especial tratamento, o de Primo do Rei e outras prerrogativas.

 

Na Casa Real de Saboia é a mais alta distinção concedida. Apenas a Ordem da Jarreteira e a Ordem do Tosão de Ouro, são consideradas do mesmo nível, mas com maior número de cavaleiros. Todas estas Ordens são designadas de «ordens de colar», em alusão ao respetivo distintivo.

Em Portugal, desde o século XIV até hoje, apenas foi concedida esta condecoração a treze personalidades. Foram elas Suas Majestades Fidelíssimas os Senhores D. Fernando, D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos I e D. Manuel II. Os Infantes Reais D. Augusto, D. Afonso e ainda S.A.R. o Senhor Duque de Bragança, D. Duarte Nuno Gabriel de Bragança, que foi o último condecorado português. O Palácio Real da Ajuda, em Lisboa, tem dezenas de retratos a óleo de cavaleiros com esta superior distinção.

Insígnias da Ordem da Stssª Anunciação

Um dos últimos cavaleiros do mundo a ser condecorado foi o Grande-Chanceler das Ordens Dinásticas da Casa de Sabóia S.E. Johannes Niederhauser, pelo seu labor extraordinário em prol da Casa Real de Saboia. Um dos cavaleiros desta Suprema Ordem é S.A.S. o Príncipe Mariano Hugo Windisch Graetz, ilustre membro do Conselho do Grande Magistério das Ordens Dinásticas da Casa Real de Saboia.

 

S.A.R. o Príncipe Manuel Filiberto de Saboia, Príncipe do Piemonte e de Veneza, é também cavaleiro desta Suprema Ordem. O actual XXVIII Grão-mestre desta Suprema Ordem é o chefe da Casa Real de Itália, S.A.R. Vítor Manuel de Saboia, Príncipe hereditário de Itália, Príncipe de Nápoles e Duque de Saboia.

 
Ordem de S. Maurício e S. Lázaro de Saboia

A Ordem Militar e Religiosa de S. Maurício foi fundada a 16 de Outubro de 1434 na região da Saboia, por Amadeu VIII de Saboia. Por duas Bulas Papais, a “Cristiani Populi” e a “Pro Comissa Nobis”, de Sua Santidade o Papa Gregório XIII, foi anexada em 1572 a antiquíssima Ordem Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém à de São Maurício, nascendo deste modo a designação hoje existente. Todos os bens desta primeira Ordem a entrar na Terra Santa no seculo XI, foram postos à disposição da Ordem de S. Maurício, existindo diversas comendas antigas ibéricas desta Ordem.

 

Teve a Ordem diversos navios de combate aos infiéis na Batalha de Lepanto (1571), em que a sua bandeira própria era uma representação do Santo Sudário (relíquia que foi propriedade da Família de Saboia durante sete séculos). Aliás, uma das bandeiras vitoriosas desta famosa Batalha está hoje em exposição no Tesouro de S. Tiago Apostolo, em Compostela (antigo Reino da Galiza, Espanha).

 

Em Portugal o primeiro cavaleiro conhecido foi o erudito António de Gouveia, que tomou o hábito no Piemonte, no início do seculo XVI. Por outro lado, foi decisivo o casamento da Infanta Real D. Beatriz, filha de S.M. o Senhor D. Manuel I, com o Duque de Saboia, para que a Ordem fosse ainda mais conhecida em Portugal, ao tempo, umas das nações mais importantes do mundo, na sequência da assinatura do Tratado de Tordesilhas, em 1494, que dividia a Terra em duas partes, cabendo uma delas a Portugal.

 

O culto a S. Maurício, patrono desta antiquíssima Ordem, surge em Portugal pela mão dos missionários jesuítas portugueses (no século XVI), os quais trazem diversas relíquias do mosteiro de São Maurício de Agauno (fundado no ano de 515, na actual Suiça, tendo ainda hoje monges ao seu serviço).

 

Em 1666, o casamento real entre o Senhor D. Afonso VI e D. Maria Francisca de Saboia, trouxe novo alento nas relações Bragança-Saboia.

No enxoval da Rainha, veio um pedaço do braço de S. Maurício, para culto público, relíquia esta que hoje é pertença da Delegação Portuguesa das Ordens Dinásticas da Casa de Saboia.

Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, segundo as fontes conhecidas, na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, era feita adoração ao Santo Sudário, confirmando a devoção portuguesa à maior relíquia da cristandade.

 

Durante o século XIX os Reis de Itália alteraram e adequaram os Estatutos da Ordem aos novos ventos liberais. A Ordem alargou-se a outros propósitos dando-lhe um cariz menos nobiliárquico, uma vez que durante o antigo regime, só se podia ser admitido provando a nobreza pelos quatro costados.

 

O Rei Carlos Alberto de Saboia em 1849, exila-se na cidade do Porto, depois de abdicar a favor de seu filho. A sua presença em Portugal coloca a iconografia da Ordem mauriciana em diversos locais, designadamente no actual Museu Romântico, nessa cidade, através de pinturas, esculturas e gravuras.

Diploma da Ordem de S. Mauricio e de S. Lázaro

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Insígnias da Ordem de S. Mauricio e de S. Lázaro

O casamento da senhora Dona Maria Pia de Saboia, em 1862, com o Rei de Portugal SM D. Luís I trouxe ao antigo reino luso uma aproximação a esta Ordem e a Itália, sendo o seculo áureo de concessões de distinções mauricianas. Já no seculo XX, Sua Majestade o Rei Humberto II de Itália, sem abdicar, exila-se em Portugal em 1946, onde passa a residir em Sintra e, depois, em Cascais (Villa Italia), onde passa a funcionar a sua Corte privativa com a Chancelaria desta Ordem dos Ss. Maurício e Lazaro quase até ao ano da sua morte, em 1983.

 

Durante todos estes séculos a Ordem em Portugal, teve quase 500 cavaleiros, tendo hoje vivos umas dezenas, contando com algumas Damas, naturalmente com destaque para a Senhora Duquesa de Bragança, S.A.R. Dona Isabel de Bragança, Dama de Grã-cruz.

Muitas personagens incontornáveis da história do Reino de Portugal, constam da nossa galeria de antigos cavaleiros mauricianos: S.M.F. o Rei D. Carlos I, o Doutor António de Oliveira Salazar, Fontes Pereira de Melo, o Duque de Saldanha, o Visconde de Valmor, os Condes de Bobone, o Marechal António Carmona, os Condes de Nigra, entre tantos outros.

 

A Sede espiritual em Lisboa é a Igreja dos Italianos (Nª Sª do Loreto no Chiado), sendo a do Porto (Igreja de S. José das Taipas), enquanto a Sede da Ordem é na cidade de Abrantes, Paço de Abrançalha, residência de S.E. o Delegado de Portugal das Ordens Dinásticas da Casa de Saboia

 

Temos em Portugal um corpo de voluntários que segue a tradição milenar hospitalária da Ordem, ajudando os peregrinos no Santuário de Fátima, na Casa de S. Miguel, onde existe uma ambulância sempre disponível para auxílio de todos os necessitados.

Vitae Mauriciana é a designação de todas as nossas obras caritativas em Portugal e África (S. Tomé e Príncipe e Moçambique), sob a égide das Obras Hospitalárias dos Santos Maurício e Lazaro de Portugal.

A Ordem tem hoje espalhados pelo mundo uns milhares de cavaleiros, com trinta e quatro Delegações nacionais e trinta Obras de Beneficência, alimentando e cuidando de quem mais precisa.

 

A Ordem dos Santos Maurício e Lazaro condecorou altíssimas personalidades do mundo, tal como Carducci, Frederico IX da Dinamarca, José de Maistre, Marconi, Giuseppe Verdi, Artur Wellesley 1º Duque de Wellington, entre tantos outros.

Seguindo a Regra religiosa de Santo Agostinho, è das raras ordens cavaleirescas do mundo consideradas regulares e ainda existentes, sem interrupção histórica alguma, desde a sua origem.

Hoje a Ordem dos Santos Maurício e Lazaro está votada a uma missão espiritual, cultural e tradição caritativa, tendo mais de 50 obras de beneficência em todo o mundo, dos Estados Unidos ao Japão.

 

O Chanceler da Ordem dos Ss. Maurício e Lazaro é o Cavaleiro Grã-cruz S.E. Johannes Niederhauser.

O actual Grão-Mestre (XVII) da Ordem é o chefe da Casa Real de Itália, S.A.R. Vítor Manuel de Saboia, Príncipe hereditário de Itália, Príncipe de Nápoles e Duque de Saboia.

 
Ordem da Coroa de Itália
1884 SM Rei Humberto I de Itália concede ao dramaturgo português D. João Zarco da Câmara o grau de Cavaleiro Oficial da dita Ordem. Este português foi o 1º a ser nomeado para o Prémio Nobel da Literatura em 1901

S.M. o Rei Vítor Manuel II, cria por Régio Decreto a 20 de Fevereiro de 1868 esta Ordem equestre Italiana estatal (e não dinástica) da Casa Real de Saboia.

 

Divide-se em 5 categorias ou classes: Grã-Cruz, Grande-Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro.

 

S.M. Rei Umberto II de Itália, que nunca abdicou do seu trono, residindo em Portugal, foi o IV Grão-Mestre e Soberano desta Ordem.

 

As cores da insígnia são vermelho e branco.

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Ordem Civil de Saboia

A Ordem Civil de Saboia foi criada em 29 de Outubro de 1831 pelo Rei Carlos Alberto da Sardenha, Duque de Saboia. A Ordem foi criada para recompensar os méritos e virtudes dos agraciados.

 

Tinha apenas a classe de Cavaleiro (Cavalieri dell'Ordine civile di Savoia), e estava limitada, inicialmente a quarenta membros, sendo posteriormente alargada a setenta.

O fons honorum era o Chefe da Casa de Saboia.

 

A Ordem civil continuou após a unificação de Itália em 1861. Esta Ordem tem direito ao uso de uniforme militar, com legislação própria.

 

A medalha é composta numa cruz de ouro cujo esmalte é azul, uma circunferência de fundo branco com a inscrição Al Merito Civile—1831; as letras C.A. no verso foram substituídas por V.E., alusivas ao seu sucessor, após a morte de Carlos Alberto em 1849.

 

Após 1946 S.M. o Rei Umberto II de Saboia, não abdicou da sua posição como fons honorum, e o VI Grão-mestre actual da Ordem é o chefe da Casa Real de Itália, S.A.R. Vítor Manuel de Saboia.

Uniforme da Ordem Civil de Saboia
Insígnias da Ordem Civil de Saboia
 
 
Ordem do Mérito de Saboia

Ordem criada a 23 de Maio de 1988 por S.A.R. Príncipe Vítor Manuel de Saboia, para premiar diversas personalidades mundiais.

 

A decoração da insígnia é uma cruz de ouro esmaltada de branco, carregada de um escudo no centro de forma redonda esmaltada de azul. O tecido da venera é de seda azul e branca. A capa distintiva desta Ordem é toda de azul, com um cordão em branco e azul.

 

Existem nesta Ordem do Mérito de Saboia, os seguintes graus entre Damas e Cavaleiros:

Cavaleiro de Grã-Cruz, o nº não pode exceder os 100.

Dama de Grã-Cruz, o nº não pode exceder os 100.

Grande oficial, cujo nº não poderá ultrapassar os 150.

Comendador, o número máximo de 300.

Dama de Comenda, não podem exceder o nº de 300.

Cavaleiro Oficial, número indeterminado.

Cavaleiro e Dama, número indeterminado.

Insígnias da Ordem de Mérito de Saboia